Em qualquer dança, é fundamental a posição correta das diferentes partes do corpo. Da cabeça aos pés devemos distribuir o peso de modo que consigamos manter o equilíbrio, ganhar resistência e, principalmente, prevenir lesões. P ara um dançarino, o corpo divide-se em vários blocos de peso: a cabeça, o peito, a pélvis e os quadris, as pernas e os pés. Para que a dança seja cômoda e harmoniosa, estes blocos devem estar bem alinhados. Para isto, a regra básica é colocá-los diretamente uns em cima de outros na sua forma natural, isto é, apesar de que em alguns movimentos – como no rock – sejam exigidas posturas estranhas, existirá sempre uma forma mais natural e simples de realizá-las. E é esta forma que o dançarino deve encontrar. A cabeça tem que estar na posição vertical, com a mandíbula paralela ao chão. As costas devem estar esticadas, nem tensa e nem levantada mais para um lado do que para o outro. A nuca costuma retrair-se por um excesso de tensão na posição. É necessário evitar isto, pois as vértebras cervicais podem ser prejudicadas. O peito e os quadris devem formar uma linha reta. A caixa torácica deve ficar como se estivesse saindo dos quadris, de maneira tal que contribua para alargar a espinha dorsal. O estufamento do peito, entretanto, não deve impedir, em nenhum momento, a respiração normal e cômoda, e nunca deve ser lançado para frente ou ficar em uma posição relaxada. Por outro lado, a posição da pélvis deve permitir uma curvatura natural da espinha dorsal e ficar em uma posição mediana, nem muito para frente nem para trás. Quando as pernas estiverem retas, os joelhos se colocam automaticamente entre os quadris e os pés. Quando os joelhos se dobram e o pé se levanta, este alinhamento deve permanecer constante para manter o equilíbrio do corpo. O dançarino deve ter sempre em mente sobre qual parte do pé está apoiado o seu peso. Em uma posição rígida normal, o peso deve cair ligeiramente diante da metade do pé. Durante o movimento, o peso se distribuirá por diferentes partes, desde o calcanhar até a ponta do pé, mas o alinhamento dos blocos superiores não deve variar. Em algumas ocasiõe, tendemos a nos apoiar no lado externo do pé, levantando a parte interna. É necessário evitar isto em qualquer circunstância. A opção inversa, nos apoiarmos na parte interna e levantar a externa, usa-se com certa frequência nos ritmos latinos. O uso dos pés Coloque o seu peso mais perto do começo dos dedos do que do calcanhar. Alinhe os seus pés de maneira tal que estejam paralelos e com o pé direito entre os dela. Dê passos retos, apontando diretamente pára frente, tanto nos passos frente como nos passos para trás. O movimento do passo deve nascer dos quadris, permitindo que a perna se movimente livremente desde a articulação. Não arraste os pés. Realiza os passos em sequências de levantamento; avance e pouse com sequências bem definidas e idênticas entre elas. Nas danças rápidas, dê passos mais curtos e, nos lentos, passos mais longos, sem esquecer que seu parceiro pode ter as pernas mais curtas do que você. Quando for mudar de direção, manterá melhor o seu equilíbrio se os seus pés não estiverem nem muito próximos nem muito distantes entre eles. Posição das costas P ara se acostumar a menter uma boa posição, deite no chão, fazendo um ângulo reto com os joelhos, e os pés em contato com o chão. procure fazer com que fique o menor espaço livre possível entre o chão e as costas apesar de que sempre haverá um pequeno espaço na zona onde as costas são mais curvas. Mais adiante, realize o exercício contra uma parede, deixando que os braços fiquem soltos livremente nos lados. Os pés devem estar a uns quinze ou vinte centímetros da parede. O giro começa no peito Os giros à esquerda e à direita especialmente no swing, é necessário que comecemos a realizar os movimentos na base da caixa torácica e quebrar os quadris para incrementar a força de ação, e é aqui que os pés interferem. Isto facilitará a criação de um giro mais articulado e vivo, começando pelos pés e arrastando o resto do corpo.