O Swing tem suas raízes nas danças que apareceram espontaneamente entre os dançarinos que improvisavam seus passos ao ritmo das músicas de ragtime y dizieland em meados do século XX, no sul dos Estados Unidos. Grande parte desse talento natural era de origem africana: os saltos, os pontapés e os estranhos movimentos estão relacionados aos dançarinos negros que adotaram elementos da concepção da dança social européia para criar uma em, parceria, com movimentos livres e expressivos.
Desde o início não existiu um estilo unificado que pudesse ser chamado de swing. Era a proliferação de estilos baseados no rag, no qual havia uma série de características comuns, que recebiam o nome de swing. Os grupos de dança de rua e as emissoras de rádio contribuíram para estabelecer algumas regras no caos em que se encontravam a música e a dança do sul dos Estados Unidos. Pouco a pouco, foram criados alguns passos comuns, o swing continua sendo uma das danças que apresenta muitas variantes.
Quando surgiram os grandes grupos de jazz, na década de 30, o swing encontrou um novo aliado. Era uma dança perfeita para a música das big bands, também herdeiras da tradição negra. O jazz, que enfrentava um grande preconceito devido sua origem relacionada com prostíbulos, necessitava de êxito comercial que poderia receber graças à sua associação com as pistas de dança. Entretanto, a relação entre o swing e o jazz, vinha muito antes. O termo swing já é usado em 1907, em uma composição de Jelly Roll Morton, Georgia Swing. A palavra swing (balançar) foi uma expressão popular utilizada pelos músicos para referir a algo impossível”, que todo bom jazz tem que Ter.
Essa definição está intimamente relacionada com música feita para dançar, e a expressão “to swing” referia-se tanto à questão musical quanto à maneira elástica e ardente de dançar. A grande vitalidade do swing proporcionou uma vasta lista de variantes, entre elas, destacam-se o shag, o west coast, o beach pop, o push ou o whip e as danças específicas de determinados lugares, cujos dançarinos não conhecem outras maneiras de dançar. Muitos desses estilos são específicos de pequenos grupos mas para os dançarinos, são tão válidas como grandes generalizações. De fato, esse é o verdadeiro espírito da dança: que cada um crie os seus próprios movimentos e que cada dançarino possa reinventar o swing.