Ao contrário das ilhas caribenhas, onde a fusão de culturas foi prejudicada pela extinção gradativa dos indígenas, na Colômbia, a cultura nativa integrou as influências africanas e espanholas. Cada povo contribuiu com o que tinha de mais característico: os africanos introduziram a complexa estrutura rítmica e uma grande variedade de tambores; os indígenas mantiveram a elaborada capacidade melódica, baseada principalmente nas flautas, de bambu e de gaitas, e os espanhóis proporcionaram as variações melódicas e a roupa dos dançarinos, mesmo que esta classificação simplifique a história, cada cultura proporcionou os seus ritmos, melodias e figurinos. Os folcloristas distinguem uma raiz africana na dança masculina, enquanto na feminina existe uma fusão de todas as culturas com uma clara reminiscência africana no movimento dos quadris. A cúmbia nasceu na senzala, onde os negros podiam se expressar livremente e Ter contato com os indígenas, ou seja, perto dos portos onde os africanos desembarcavam. Assim, o berço desse ritmo fica ao longo da costa caribenha da Colômbia, na região de Santa Maria e Cartagena. Em meados do século XX, o estilo nacional da Colômbia era o bambuco, uma música para violão, baseada em um tempo de ¾ ou 6/8, e as danças mais populares eram variações da valsa, como o corredor, também muito popular na Venezuela e no Equador. Nas áreas urbanas dançava-se ritmos europeus , mazurcas, polcas, minuetos, quadrilhas, e as caribenhas, danzón e havanera. Depois do surgimento e da venda de gramofones em meados do século XX, a Colômbia passou a conhecer a música européia e as tocadas em paises como Cuba, México, Argentina e Estados Unidos. Na década seguinte foi a vez do rádio e, nos anos 30, foram as próprias emissoras colombianas que difundiram esse estilo musical, momento em que o bambuco começou a deixar de ser a música preferida da Colômbia, e foi substituída pela música da costa caribenha, especialmente o porro, semelhante a rumba, nascido em 1860, e a cúmbia. Até então, a burguesia as considerava imorais. Mas a sua influência não parou , e a potência da dança fez com que a partir dos medos dos anos 60, fosse adotada com grande entusiasmo pelos países caribenhos.