No final dos anos 40, a cidade de Havana(Cuba) era um dos destinos preferidos da burguesia norte-americana, especialmente da Costa Leste. Nos cassinos da cidade tocavam bandas cubanas e as mais famosas bandas americanas. Algumas destas orquestras combinavam o jazz americano com a rumba cubana. O resultado foi um ritmo chamado “mumbo” , que mais tarde originaria o mambo que, pelas suas exigências acrobáticas, era acessível apenas as pessoas familiarizadas com a música afro-cubana. Entre os diferentes movimentos havia o chatch, que consistia em dois passos lentos e três mudanças rápidas de contrapeso. O chá-chá-chá teve como precursor o violonista e diretor de orquestra cubano Enrique Jorrin. No final da década de 40, Jorrin havia composto alguns danzones, dança de movimento coletivo, para os quais os músicos de orquestra faziam pequenos coros. Como este novo adorno conquistou o público, Jorrin compôs outros danzones do mesmo estilo. Nos sucessivos danzones pediu para todas as orquestras cantarem em uníssono, o que além de reforçar “disfarçava” a qualidade das vozes dos músicos que não eram cantores. Em 1948, a canção mexicana Nunca, sofreu uma pequena transformação nas mãos de Jorrín: a primeira parte ficou na forma original, mas a Segunda teve seu ritmo alterado. Esta mudança foi tão bem aceita pelo público, que as partes alteradas acabaram assumindo identidade própria. Surgiram temas históricos como A enganadora que eram concluídos com uma breve rumba. Jorrin observou os pés dos dançarinos desta fusão entre danzón, rumba e mambo, e percebeu que tinham sérias dificuldades com os ritmos sincopados: os passos são realizados a contratempo, no segundo e quarto movimento do compasso dois por quatro. Para obter uma música mais dançante, Jorrin trocou o acento da Quarta colcheia para a primeira, e assim nasceu o chá-chá-chá, nome que a nova dança recebeu em alusão aos três contrapesos, os chatch, que atualmente guardam semelhança com a rumba e o mambo.