Na dança tradicionalmente, a iniciativa sempre esteve reservada aos homens. Na atualidade, este papel está destinado ao casal e, para ambos, é fundamental aprender os dois lados: o de quem conduz e o de quem é conduzido.

U ma maneira de se relacionar socialmente, de começar um romance, um entretenimento, um esporte, uma arte… Não existe uma definição perfeita para a dança de salão. Ela se adapta ao desejo de cada um. Existe uma série de passos e normas, mas os verdadeiros dançarinos sabem combiná-los e adaptá-los ao seu próprio estilo. Cada um tem suas particularidades, e quando o casal se une no salão, não são dois robôs que se encontram, mas duas maneiras de entender e sentir a dança. Respeitando um código comum, devem comunicar-se para que ela ocupe o seu espaço. O segredo está nesta comunicação.

Conduzir e deixar-se conduzir

É fundamental que o dançarino aprenda a conduzir ou a seguir seu par. Em primeiro lugar, os corpos devem estar relaxados. Depois os dançarinos enlaçam as mãos, deixando que os braços aparentem ao mesmo tempo relaxados e firmes – sem que as mãos estejam por cima do ombro. Ao iniciar a dança, o condutor deve indicar o pé que começará o movimento. Não é necessário apertar fortemente a mão do seu par: os movimentos de condução – não devem ser realizados como um “empurrão” mas como uma simples pressão indicativa – devem ser executados, colocando em contato a palma das mãos ou os dedos. Quando quiser conduzir o parceiro, deve-se entrelaçar os dedos suavemente. este contato serve para comunicar as intenções do condutor. Na valsa por exemplo, para indicar uma volta, o condutor exerce uma suave pressão sobre a mão direita do seu par.

Não é um erro grave perder o ritmo ao deixar-se levar pelo par, mesmo quando não coincidir com o da música. deve-se esperar também que o condutor se movimente primeiro – os professores costumam dizer que o correto é seguir seu par. É fundamental que a pessoa conduzida suporte todo seu peso a não ser que o toque dado indique expressamente o contrário – como em alguns movimentos do tango. Neste tipo de dança, isto é imprescindível durante as inclinações, porque o peso depositado sobre o par será suportado por suas costas, e isto no melhor dos casos levará à perda de equilíbrio. A regra é: manter o peso sempre com as pernas, e não com as costas. A dança, antes de mais nada, é uma atividade social e, para conseguir bons resultados, convém que o aprendizado se realiza com várias pessoas. Dançando sempre com a mesma pessoa, aprende-se a dançar só com o seu estilo, o que impede variar e aproveitar uma noite alternando de par no salão.

Pisar iu não pisar

A melhor maneira de receber várias pisadas é dançar pé com pé. Nas danças onde o corpo fica unido ao do par, os mesmos devem ficar lado a lado de maneira que a metade esquerda do seu corpo sobressaia. Assim, com o pé direito colocado entre os pés do par, evita-se muitos acidentes.

Sugestões para iniciantes

Dance com o corpo, nunca só com os pés.
Nas danças conduzidas pelas mãos, é necessário lembrar de deixá-las sempre acessíveis após a separação momentânea do par.
Não é possível aprender nada olhando para o chão, vendo os próprios pés ou os do par se movendo: deve-se observar o corpo e o rosto do seu par, assim, além de proporcionar mais elegância à dança é mais fácil entender suas intenções de passo.
Os braços são fundamentais na estética da dança: ao separar-se momentaneamente do seu par, não deixe-os parados, mas dê continuidade ao movimento. Mantenha os braços flexíveis e quando estiverem dançando juntos, evite “empurrar” ou “arrastar” continuamente seu par para não cansá-lo.
Quando se é conduzido, deve-se lembrar que o par indica aonde ir, mas não leva: o movimento é realizado individualmente. Da mesma maneira, quando conduzir os passos, não empurre nem force seu par, mas faça-o entender suas intenções.